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Abel Ferreira aponta incoerência em discurso do Palmeiras sobre paralisação do futebol

Técnico mostrou-se insatisfeito por não jogar em seu estádio

Abel Ferreira Grêmio
Imagem: Cesar Greco/Palmeiras (Abel ferreira)

Abel Ferreira expõe contradição do Palmeiras

Após a derrota amarga por 2 a 0 diante do Atlético, na Arena Barueri, pelo Brasileirão, o técnico Abel Ferreira, em entrevista coletiva, mostrou-se insatisfeito por ter que jogar fora do seu estádio. Entretanto, o Palmeiras se posicionou contra a paralisação do futebol brasileiro, ou seja, Grêmio e Inter teriam que jogar fora de seus estádios enquanto o gramado esta sem condições de jogos. Um incoerência foi notada.

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Clube é contra a paralisação do futebol brasileiro

O diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, em declarações anteriores, posicionou o clube contra a ideia de interromper o calendário do futebol, em meio à tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. O clube defendeu veementemente a decisão dos times gaúchos de buscar alternativas fora do estado para treinar e jogar, dadas as condições desafiadoras de seus CTs e estádios.

No entanto, Ferreira ressaltou uma contradição flagrante nas palavras do clube. Enquanto a diretoria advoga pela mobilidade e adaptação, o técnico aponta a insatisfação por ter que jogar longe do Allianz Parque. A perspectiva de ter que disputar partidas na Grande São Paulo, devido à agenda de shows que ocupará o estádio, causou desconforto ao treinador.

“Não quero outra casa, o problema não é Barueri. Como é possível não jogarmos no Allianz Parque? E se não jogaremos no Allianz Parque, não me cobrem para ser campeão. Não me cobrem”, declarou Ferreira de forma enfática.

Enquanto o clube defende que os times do sul joguem em outros estados diante de circunstâncias adversas, a exigência de jogar no estádio de origem levanta questionamentos sobre a coerência do Palmeiras em relação às condições de jogo.

Em meio a essa controvérsia, fica evidente que, para Abel Ferreira, a questão vai além de simplesmente jogar em outro local. É uma questão de identidade e conforto para a equipe. A pressão por resultados não pode ser dissociada das condições em que são disputados os jogos.

Os times gaúchos também precisam de seus locais para treinamento, além é claro, de ter psicológico para entrar em campo, em vista que  muitos jogadores seguem em meio as agua fazendo resgates e ajudando as vitimas das enchentes.

Se jogar fora de seu estádio é ruim, porque os times do Sul precisam fazer isso ao invés de paralisarem a competição brasileira?

Fica o questionamento para Abel Ferreira e a direção do Palmeiras.

Imagem destaque: Cesar Greco/Palmeiras

Natalia Fontoura

@natifontouraf Repórter, redatora e setorista do Grêmio.

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