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Atacantes rendem R$ 326 milhões ao Grêmio; veja

Base tricolor transforma velocidade e drible em cifras recordes, mas negociações cada vez mais precoces geram debate esportivo

Grêmio Alysson liverpool
Imagem: Gustavo Langer / Portal do Gremista

Fábrica de pontas do Grêmio consolida modelo milionário e acelera vendas no mercado europeu

A venda de atacantes de lado se tornou uma marca registrada do Grêmio ao longo da última década. Conhecida nacionalmente como “fábrica de pontas”, a base tricolor acumula casos de sucesso e retorno financeiro consistente. Jogadores formados no Rio Grande do Sul ou lapidados no clube passaram a representar ativos estratégicos no mercado internacional.

Desde 2014, quando Pedro Rocha chegou por empréstimo para o sub-20, o Grêmio estruturou um modelo claro. O clube investiu em formação, acelerou transições e passou a negociar atletas valorizados pela combinação de velocidade, drible e intensidade. Como resultado, cifras expressivas entraram nos cofres da Arena.

Alysson reforça a engrenagem financeira

A negociação mais recente confirma essa lógica. Nesta semana, o Tricolor oficializou a venda de Alysson para o Aston Villa, da Inglaterra. Aos 19 anos, o atacante saiu por 10 milhões de euros, com possibilidade de mais 2 milhões em bônus. Formado integralmente na base, o jovem soma números relevantes dentro do padrão recente do clube.

Com Alysson, a lista de vendas inclui Everton Cebolinha, Pepê, Ferreira, Gustavo Nunes e Pedro Rocha. Juntos, esses nomes garantiram ao menos R$ 326,5 milhões em transferências. Assim, o modelo financeiro segue validado, mesmo diante de cenários esportivos distintos.

Vendas cada vez mais cedo geram alerta

Por outro lado, o tempo de permanência diminuiu. Pedro Rocha disputou 126 jogos antes de deixar o clube. Alysson atuou apenas 39 vezes, a menor marca entre os atacantes negociados. Gustavo Nunes saiu com 40 partidas e um título estadual. O padrão indica aceleração clara nas decisões.

Essa dinâmica impacta diretamente o desempenho esportivo. Alysson, por exemplo, deixou o clube sem títulos no período como profissional. A troca entre maturação técnica e retorno financeiro imediato passou a exigir equilíbrio maior da gestão.

Cebolinha simboliza auge esportivo e financeiro

Entre todos, Everton Cebolinha representa o caso mais completo. Vendido ao Benfica por 20 milhões de euros, o atacante disputou 273 jogos pelo Grêmio e empilhou títulos relevantes. Mesmo com apenas 50% dos direitos econômicos, o clube faturou valor expressivo e consolidou sua imagem formadora.

Portanto, a fábrica de pontas segue eficiente financeiramente. O desafio agora envolve alinhar resultado esportivo, tempo de desenvolvimento e maximização de ativos.

Fabíola Thiele

Sócia-proprietária do maior portal de notícias sobre o Grêmio l Especialista em SEO l Repórter l Comentarista nas horas vagas

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