Bruno Guimarães tinha apenas três pênaltis na carreira antes de erro pelo Brasil
Escolhido por Carlo Ancelotti para cobrar o pênalti contra a Noruega, Bruno Guimarães tinha um retrospecto de apenas três cobranças
Bruno Guimarães bateu apenas três pênaltis na carreira antes de desperdiçar cobrança decisiva pelo Brasil
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, ganhou um capítulo que chama atenção. O volante Bruno Guimarães, responsável por desperdiçar um pênalti no segundo tempo, tinha pouquíssima experiência em cobranças durante jogos oficiais.
Até o duelo deste domingo (5), o jogador do Newcastle havia cobrado apenas três pênaltis em toda a carreira, todos convertidos.
O levantamento considera apenas cobranças realizadas durante partidas, sem incluir disputas por pênaltis após empates.
Bruno Guimarães tinha 100% de aproveitamento
Antes da cobrança contra a Noruega, Bruno Guimarães apresentava aproveitamento perfeito nas penalidades.
As três cobranças aconteceram em competições por clubes:
- dois pênaltis pelo Newcastle, na temporada 2025/26 da Premier League;
- um pênalti pelo Lyon, na temporada 2020/21 do Campeonato Francês.
Diante da Noruega, porém, o volante desperdiçou justamente a cobrança mais importante da carreira.
Nyland defendeu a cobrança brasileira
Bruno Guimarães recebeu a bola de Vinícius Júnior e partiu para a cobrança utilizando uma pequena paradinha na corrida.
O volante bateu colocado, no canto direito, mas o goleiro Ørjan Nyland acertou o lado e fez a defesa.
O lance impediu o empate brasileiro naquele momento da partida. Pouco depois, a Noruega marcou novamente e venceu por 2 a 1, garantindo vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.
Curiosamente, Nyland jamais havia defendido um pênalti com a camisa da seleção norueguesa antes da cobrança de Bruno.
Ancelotti explicou a escolha
Após a eliminação, Carlo Ancelotti revelou que a escolha de Bruno Guimarães foi baseada nos números levantados pela comissão técnica.
Segundo o treinador, Neymar, Igor Thiago e Raphinha apareciam à frente na lista de cobradores, mas não estavam em campo no momento da penalidade.
“Fizemos uma estatística de um ano dos jogadores rivais e também dos nossos. O melhor era Neymar, Igor Thiago, Raphinha e depois Bruno Guimarães. Depois, Martinelli. Escolhemos Bruno porque pensamos que era o melhor no campo”, explicou Ancelotti.
Experiência pesou no momento decisivo
Apesar dos bons índices nos treinamentos, a cobrança abriu discussão sobre a falta de experiência de Bruno Guimarães em momentos decisivos.
Outros jogadores presentes em campo possuíam histórico maior em cobranças de pênalti.
Vinícius Júnior, por exemplo, soma 19 cobranças na carreira, com 13 gols marcados.
Já Matheus Cunha havia cobrado nove pênaltis, convertendo sete.
Mesmo assim, a comissão técnica optou por Bruno Guimarães, que acabou desperdiçando a oportunidade mais importante de sua trajetória com a camisa da Seleção Brasileira.
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