COLUNA PG | Será que o mau momento é culpa de Mano Menezes?
Direção pensa pequeno e quer somente um nome esquecendo do coletivo
Quando a confiança em um nome só compromete o coletivo
O mau momento do Grêmio não é obra do acaso. É resultado de uma combinação de escolhas que, ao longo das últimas temporadas, afetaram diretamente o desempenho dentro de campo. No início da gestão de Alberto Guerra, a chegada de Luis Suárez monopolizou as expectativas. O craque uruguaio foi decisivo e levou o time ao vice-campeonato do Campeonato Brasileiro. Ao lado dele, Bitello comandava o meio-campo, formando uma dupla que dava identidade ao Tricolor em 2023.
No entanto, a saída de Suárez em 2024 deixou um vazio difícil de preencher. A diretoria apostou em Braithwaite e trouxe outros estrangeiros, mas muitos deles não entenderam o peso da camisa gremista. A temporada foi de luta intensa contra o rebaixamento, praticamente com o mesmo elenco atual. No fim do ano, Renato Portaluppi se despediu e o clube precisou buscar novos rumos.
Trocas de comando e mudanças de rumo
Para 2025, o Grêmio contratou Gustavo Quinteros, que alterou o estilo de jogo e priorizou uma abordagem mais direta. Porém, a falta de resultados, somada ao desgaste interno, resultou em sua saída. Jaime Freitas, auxiliar técnico, assumiu interinamente e curiosamente comandou a melhor atuação recente do time.
Pouco depois, Mano Menezes chegou para tentar dar estabilidade. A torcida comemorou o retorno, mas o entusiasmo durou pouco. O erro recorrente voltou a aparecer: a crença de que apenas um nome pode mudar todo o cenário.
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O problema de depender de uma peça só
A diretoria gremista insiste em buscar soluções individuais, ignorando que o futebol é, por essência, coletivo. Não adianta contratar um atacante de peso, como Roger Guedes, se não há um camisa 10 capaz de criar as jogadas e colocá-lo em posição de finalizar.
Saber fazer gols, ele sabe. Mas quem vai abastecer esse atacante? Essa é a pergunta que precisa ser respondida antes de qualquer nova contratação. A história recente do clube mostra que o Grêmio não pode se apoiar apenas na esperança de um jogador resolver tudo.
O que precisa mudar
O Tricolor precisa de um projeto integrado, que valorize o conjunto e não apenas peças isoladas. É hora de pensar em um meio-campo criativo, um sistema defensivo sólido e uma estratégia que faça cada atleta entender seu papel. Só assim o clube poderá voltar a competir em alto nível e reconquistar a confiança de sua torcida.
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