Últimas Notícias do Grêmio

Jornalista indica solução para o Grêmio assumir gestão da Arena

Entenda a negociação que pode levar a gestão definitiva do estádio para o Grêmio

Arena do Grêmio
Imagem: Instagram / Grêmio

Entenda o mapa da negociação que pode destravar o futuro da Arena do Grêmio

A complexa teia de contratos, dívidas e interesses que envolvem o Grêmio, a Arena Porto-Alegrense, a empresa Revee, instituições financeiras e a Prefeitura de Porto Alegre pode estar perto de uma solução definitiva. Após mais de uma década de impasses, surge um esquema viável montado pelo jornalista Jocimar Farina, de GZH — mas que exige concessões de todas as partes envolvidas.

O que está em jogo: valores, contratos e créditos pendentes

Atualmente, a Revee tem um crédito de R$ 150 milhões a receber pela construção da Arena. Esse montante foi adquirido do Santander e do Banco do Brasil, que originalmente financiaram a obra via contrato com a empreiteira OAS, posteriormente inadimplente.

Paralelamente, o Grêmio tem direito a receber R$ 75 milhões também relacionados à construção. Já a Arena Porto-Alegrense, gestora atual do estádio, tem direito a cerca de R$ 160 milhões — valor a ser pago pelo clube caso deseje antecipar o fim do contrato de gestão, hoje previsto até 31 de dezembro de 2033.

Leia mais

Possível novo atacante do Grêmio já rivalizou com Messi em venda de camisas

O atacante que não ganhou moral com Mano menezes e pode deixar o Grêmio

Uma equação financeira com impacto direto no controle do estádio

A solução defendida nos bastidores consiste no seguinte: caso o Grêmio assuma o pagamento à Revee, quitando os R$ 150 milhões (com negociações indicando que a cifra pode ser reduzida para algo entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões), a Arena Porto-Alegrense se veria livre de arcar com o débito de R$ 225 milhões ainda em aberto referentes à obra.

Com isso, R$ 65 milhões sobrariam em favor do Grêmio, que poderiam ser usados para abater cobranças feitas pela Arena relativas à construção do Centro de Treinamento Luiz Carvalho e à festa de inauguração do estádio.

Esse arranjo, se levado adiante, eliminaria dois dos principais entraves da operação: a própria Arena Porto-Alegrense e a Revee. O estádio deixaria de ter pendências financeiras, o que abriria caminho para a entrega do Estádio Olímpico, passo essencial para avançar na conclusão do projeto como um todo.

Entorno da Arena e papel da Prefeitura de Porto Alegre

A última etapa a ser solucionada envolve as obras de urbanização do entorno da Arena. Essa questão está diretamente ligada à entrega do terreno do Estádio Olímpico à empresa Karagounis e à OAS 26.

A Metha, atual controladora da OAS 26, já declarou que doará sua parte do terreno à Prefeitura de Porto Alegre. Com isso, o município ficaria responsável pelas obras no entorno do estádio. A expectativa é de que, com o terreno em mãos, a prefeitura consiga executar o projeto urbano, que contempla melhorias estruturais e de mobilidade na região da Arena.

Leia mais

Coluna PG l O objetivo do Grêmio contra o Corinthians

Grêmio mira em atacante da MLS; veja quem é

Aprovação da Justiça e consenso entre os envolvidos

Mesmo com um possível consenso técnico e financeiro, o plano precisará ser validado pela Justiça. No entanto, uma vez que todos os envolvidos seriam contemplados de alguma forma, a possibilidade de contestação é considerada mínima nos bastidores.

A chave da viabilidade, segundo apuração do jornalista Jocimar Farina (GZH), está em cada parte abrir mão de alguma vantagem em prol de uma solução conjunta. Caso apenas um dos participantes se oponha, a proposta pode seguir o mesmo destino de tentativas anteriores: o arquivamento.

Uma solução complexa, mas possível

Ao longo dos últimos anos, diversas soluções foram sugeridas por gestores, empresários e consultores jurídicos. O que diferencia a proposta atual é o nível de articulação entre os agentes e a possibilidade de ganho coletivo. O Grêmio, por exemplo, sairia com o controle pleno do estádio, a Arena Porto-Alegrense encerraria sua participação sem passivos, e a cidade de Porto Alegre avançaria na revitalização de uma de suas regiões mais emblemáticas.

No entanto, como destacou o colunista, a complexidade do processo exige coordenação, flexibilidade e vontade política. A chance de resolver um dos impasses mais longos do futebol brasileiro está posta. Resta saber se haverá disposição dos envolvidos para colocá-la em prática.

Botão Voltar ao topo