Ex-Grêmio detona Renato Portaluppi por briga no vestiário: “gosta de ser o centro”
Souza detalha bastidores dos anos no Imortal

Souza relembra passagem pelo Grêmio e revela bastidores de atrito entre Renato Portaluppi e Zé Roberto
O ex-volante Souza, que vestiu a camisa do Grêmio entre 2012 e 2013, relembrou momentos marcantes de sua passagem pelo clube. Em entrevista ao jornalista Filipe Gamba, o antigo jogador falou sobre desempenho, amizades e, sobretudo, revelou detalhes sobre as restrições ao trabalho do técnico Renato Portaluppi naquele período. Além disso, Souza destacou que sua experiência no Tricolor foi uma das melhores da carreira, mesmo tendo atuado em clubes de grande expressão como São Paulo, Vasco, Fenerbahçe e Besiktas.
Segundo ele, embora a visibilidade no São Paulo tenha rendido convocação para a Seleção Brasileira em poucos meses, a temporada no Grêmio foi extremamente positiva.
“Jogamos muito bem. Os atletas que vieram deram muito certo. O Elano, o Zé Roberto. Deu muita liga”, afirmou.
Liga dentro e fora de campo
Souza também destacou o ambiente harmonioso de 2013, mesmo com os desafios da temporada. Para o volante, o elenco tinha união rara. Ele lembra que nomes como Kleber Gladiador, Marcelo Grohe, Werley, Elano e Zé Roberto se tornaram amigos que levou para a vida. Ainda assim, o jogador acredita que o Imortal tinha condições de ir mais longe na Libertadores.
“Chegaram bons jogadores, mas não deram a liga”, disse.
Briga de ego teria afetado o desempenho
O ponto mais marcante da entrevista apareceu quando Souza relembrou um suposto atrito entre Renato Portaluppi e Zé Roberto. Segundo ele, havia uma disputa de ego que impactou diretamente o rendimento da equipe:
“Tenho certeza que teve uma briga de ego do Renato com o Zé Roberto. A gente até foi bem, mas poderia ter ido melhor. No início, a torcida apoiava ele e tal. Mas depois todo mundo via o Zé sem jogar e a gente atuando com três volantes. Faltando criação para o time. Às vezes empatando na Arena e ele não botava o Zé Roberto. Porque o Zé era amado por todos. Nós fazíamos reuniões no hotel e às vezes pregava eu e outras vezes o Zé. A oração era pela nossa família, para não ter acidente nos jogos e tal. Quando o Renato chegou, ele cancelou isso. Ele achava que o Zé era o líder da oração. Começou ali os problemas. O Zé tinha nome, uma história de Copa do Mundo, e o Renato sempre gostou de ser o centro das atenções. Eu acho que essa briga de ego atrapalhou muito o nosso time naquele momento”

