Ex-vice da gestão Guerra no Grêmio rebate falas de Celso Rigo: “quebrado?”
Ex-dirigente reconhece déficit herdado da Série B, mas aponta jovens revelados como legado da administração

Floriani rebate Rigo e defende gestão de Alberto Guerra no Grêmio
O ex-vice-presidente do Grêmio Fábio Floriani concedeu entrevista à Rádio Gaúcha nesta semana e saiu em defesa da gestão do ex-presidente Alberto Guerra, que esteve à frente do clube entre 2023 e 2025. O dirigente rebateu declarações do investidor e empresário Celso Rigo, que, em áudio vazado, afirmou que Guerra havia “quebrado” o Grêmio financeiramente.
Para Floriani, o diagnóstico de Rigo ignora o contexto em que a administração Guerra assumiu o clube. Segundo ele, o Grêmio chegou à nova gestão ainda se recuperando do rebaixamento à Série B e com um déficit expressivo de receitas, o que limitava as possibilidades de investimento.
“A gente pegou um clube voltando da segunda divisão, com déficit muito grande de receitas e precisando investir para montar um time”, declarou o ex-dirigente.
Enchente agravou o cenário financeiro
Além das dificuldades herdadas da queda à segunda divisão, Floriani ressaltou que as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 representaram um golpe severo nas receitas do clube. O Grêmio ficou sem a Arena do Grêmio por um período prolongado e também sem espaço adequado para treinar.
“Não tínhamos casa para jogar, ficamos um bom tempo sem lugar para treinar. Aquilo determinou uma queda importante nas receitas”, completou.
A declaração reforça a narrativa de que parte significativa das dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube naquele período foi agravada por um evento climático de proporções históricas, e não apenas por decisões internas de gestão.
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Base como legado da gestão anterior
O ex-vice-presidente também mencionou o desenvolvimento de jogadores oriundos das categorias de base como um dos pontos positivos do período. Floriani citou os nomes de Mec, Viery e Gustavo Martins como exemplos de atletas que ganharam espaço durante a administração Guerra.
“A gente deu chance aos jovens que estavam prontos para jogar. A gente acreditava que esses atletas podiam se valorizar e não queríamos, para salvar a nossa gestão, simplesmente fritar esses ativos”, afirmou.
