Grêmio apoiou reeleição de Ednaldo na CBF por motivo absurdo, diz jornalista
O Imortal foi a favor da reeleição do presidente

Com apoio de Grêmio e Inter, Ednaldo Rodrigues vira alvo de denúncias
Reconduzido à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em março com apoio unânime das 27 federações estaduais e dos 40 clubes das Séries A e B, Ednaldo Rodrigues agora enfrenta denúncias da Revista Piau sobre possíveis manobras para assegurar sua reeleição. Entre os pontos levantados, está o aumento de salário dos presidentes das federações — de R$ 50 mil para R$ 215 mil mensais — o que teria consolidado sua base de apoio.
Imortal e o seu rival, que também votaram a favor de Ednaldo, justificaram nos bastidores, segundo o jornalista João Batista Filho, que o apoio se deu por estratégia. Com os votos das federações estaduais valendo peso três, Ednaldo já somava 81 pontos — número suficiente para vencer, mesmo com eventual oposição dos clubes. Diante desse cenário irreversível, os presidentes Alberto Guerra (Grêmio) e Alessandro Barcelos (Inter) optaram por aderir à aclamação.
A candidatura de Ronaldo Fenômeno, cotado como alternativa, sequer avançou, pois não obteve o apoio mínimo de uma federação estadual.
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Apesar do apoio político, o Grêmio protagonizou críticas à CBF ao longo de 2024. Em abril, Renato Portaluppi acusou interferência externa na expulsão de Diego Costa contra o Bahia, gerando revolta. Em julho, o clube formalizou uma reclamação à entidade após erro de arbitragem diante do Corinthians, enviando carta diretamente a Ednaldo Rodrigues. O episódio escancara a tensão entre bastidores políticos e o campo de jogo.