Há 39 anos, Grêmio consagrava-se campeão do mundo no Japão
Há exatos 39 anos, no dia 11 de dezembro de 1983, o Grêmio colocava o Rio Grande do Sul, de forma pioneira, no mapa do futebol mundial. Campeão da Copa Libertadores da América daquela temporada contra o Peñarol, do Uruguai, o Grêmio classificou-se para a grande decisão do título mundial interclubes, que seria disputado no final do ano, em dezembro, no Japão.
Para chegar até lá, no entanto, o caminho não foi fácil. Após uma primeira fase de Libertadores arrebatadora, deixando para trás o Flamengo de Zico, o Grêmio classificou-se para a semifinal do torneio continental junto de Estudiantes de la Plata, da Argentina, e América de Cali, da Colômbia.
Vale ressaltar que, naquela época, os finalistas da Libertadores eram decididos através de um triangular em turno e returno, diferentemente do que acontece hoje. Em partidas muito duras e violentas — especialmente a famosa Batalha de La Plata —, o Imortal impôs a sua força e eliminou os adversários rumo à final da competição.
Na grande decisão, o Tricolor viria a enfrentar o temido Peñarol, que era o atual campeão da Libertadores e do Mundial. Contando com a experiência do capitão uruguaio Hugo de León, que já havia conquistado o torneio em 1980 com a camisa do Nacional, o Grêmio ainda tinha Renato Portaluppi, autor do passe antológico para o lendário gol de César, no Estádio Olímpico Monumental, que deu a América ao Imortal no segundo jogo da final.
Após a conquista, o clube gaúcho credenciou-se para a disputa do título mundial, no final da temporada, contra o alemão Hamburgo, no Japão.
Grêmio campeão do mundo: nada pode ser maior
Mazaropi; Paulo Roberto, Hugo de León, Baidek e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo, Mário Sérgio e Paulo Cesár Caju; Renato Portaluppi e Tarciso. Este foi o histórico time gremista que entrou em campo no Estádio Olímpico de Tóquio há exatos 39 anos para conquistar o título de campeão mundial interclubes para o Grêmio.
Apesar da dificuldade encontrada contra os alemães do Hamburgo, o Tricolor saiu na frente com um golaço de Renato ainda na primeira etapa. Contudo, praticamente com o título em mãos, o Grêmio acabou sofrendo o empate no final do segundo tempo, fazendo com que o embate tivesse uma prorrogação.
Aí entrou novamente a estrela de Portaluppi, que marcou mais um golaço, dessa vez de canhota, para definir a vitória por 2 a 1. Campeão da América e do Mundo desde 1983, o Imortal foi o primeiro clube a conquistar ambos os feitos no estado do Rio Grande do Sul, muito antes que os demais.
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