Grêmio perdeu para a Chapecoense, mas o maior problema veio antes da bola rolar
Mais do que o placar em Sinop, preocupam as escolhas do clube e a falta de evolução coletiva às vésperas da retomada da temporada
Opinião: Grêmio cria problemas desnecessários e derrota para a Chapecoense deixa alerta para Luís Castro
A derrota por 2 a 1 para a Chapecoense não muda o planejamento da temporada. Também não define o que será o Grêmio no segundo semestre. O amistoso, por si só, vale pouco. O problema está em tudo o que aconteceu antes da bola rolar.
O Grêmio decidiu levar um amistoso para Sinop, no Mato Grosso, sabendo que encontraria um gramado bastante criticado. O campo passou por reformas às pressas durante a semana, mas continuou longe das condições ideais para um jogo de futebol. Em plena intertemporada, quando o principal objetivo é recuperar ritmo, ajustar mecanismos e preservar jogadores, o clube aceitou atuar em um cenário que aumentava os riscos.
E os riscos não eram apenas técnicos.
O Grêmio precisava mesmo correr esse risco?
A temporada do Grêmio já foi marcada por diversas lesões importantes. Villasanti ficou quase um ano fora. Braithwaite e Amuzu sequer viajaram por problemas físicos. João Pedro também permaneceu em Porto Alegre. Ainda assim, o clube colocou parte do elenco em um gramado duro, desnivelado e que dificultava qualquer tentativa de desenvolver um futebol mais organizado.
A pergunta é inevitável: valia a pena?
Financeiramente, talvez o amistoso tenha sido interessante. Esportivamente, o benefício parece muito menor do que o risco assumido.
O resultado preocupa menos que o desempenho
Perder amistoso acontece. Grandes equipes perdem durante a preparação todos os anos.
O que chama atenção é outra questão.
O Grêmio voltou a apresentar dificuldades para construir jogadas, sofreu defensivamente e levou dois gols em pouco mais de 20 minutos diante de uma Chapecoense que vive um momento delicado na temporada.
Depois do intervalo, o time melhorou com as mudanças promovidas por Luís Castro. Monsalve deu mais dinâmica ao meio, Pavon marcou um belo gol de falta e Villasanti voltou aos gramados após 321 dias. Ainda assim, a evolução ficou muito mais na disposição do que na qualidade coletiva.
Falta treino. E isso aparece dentro de campo.
Luís Castro chegou recentemente e ainda tenta implementar sua ideia de jogo. Isso é evidente.
O problema é que o calendário não espera.
Daqui a poucos dias o Grêmio terá pela frente Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil. A margem para continuar usando a falta de entrosamento como justificativa diminui a cada semana.
O time ainda parece distante de ter mecanismos ofensivos consolidados. A saída de bola oscila. A criação depende muito de iniciativas individuais. A marcação também apresenta falhas de posicionamento.
Tudo isso passa por treinamento.
O segundo semestre não aceita desculpas
O amistoso termina e o placar fica apenas nas estatísticas.
O que permanece é a sensação de que o Grêmio continua atrasado na construção da equipe que pretende apresentar no restante do ano.
Se algum titular sofrer uma lesão durante esse processo, o discurso de que “faltou tempo para treinar” voltará naturalmente. Só que parte desse problema foi criada pelo próprio clube ao optar por compromissos que pouco acrescentam do ponto de vista técnico e aumentam a exposição física dos atletas.
O Grêmio ainda tem tempo para evoluir. O amistoso contra o Cruzeiro será mais uma oportunidade. Depois disso, acabam os testes.
A partir da retomada das competições, o torcedor deixará de analisar preparação e passará a cobrar desempenho e resultados. E, nesse momento, não haverá mais espaço para justificar um futebol abaixo do esperado apenas pela falta de treinamento.
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Continuo achando que o técnico pouco entende de futebol. Não tem especialistas em cobrar escanteios, em bola parada e chutes a gol
Nenhuma jogada ensaiada
Mec com Vinícius não dã certo pois este não ajuda a construir jogadas. Só finaliza. Com Brayhwsite é diferente pois os dois constroem juntos com seus deslocamentos esr apresentando para as jogadas.
porque a insistência com dois argentinos no meio
campo quando o Riquelme que é melhor não é usado.
mu
Minha preocupação é que ninguém vê isso