Grêmio monitora decisão que pode atingir acordo de R$ 140 milhões com a Pitaco
Governo Federal deve anunciar nesta sexta-feira novas medidas para o setor de apostas; definição pode atingir diretamente o novo patrocínio máster do Tricolor

Grêmio aguarda MP das bets para saber futuro do contrato com a Pitaco
O Grêmio acompanha com atenção o anúncio previsto para esta sexta-feira (25) sobre as novas regras para as bets no Brasil. A definição interessa diretamente ao clube porque ocorre poucos dias depois da assinatura do contrato com a Pitaco, nova patrocinadora máster do uniforme gremista.
O evento do Governo Federal está marcado para as 17h, em São Paulo. Até a véspera, integrantes da equipe econômica afirmavam que o formato definitivo das medidas ainda estava em discussão. Reportagens publicadas nesta sexta apontam para a possibilidade de proibição das apostas, mas também existem versões que tratam de restrições diferentes para apostas esportivas e cassinos online.
Por isso, o Grêmio aguarda o texto oficial antes de avaliar os efeitos sobre a parceria. O contrato com a Pitaco prevê três temporadas e gira em torno de R$ 140 milhões no período, com aproximadamente R$ 46 milhões anuais, segundo informações divulgadas sobre o acordo.
O que pode acontecer com o patrocínio da Pitaco no Grêmio?
Um dos pontos acompanhados pelos clubes envolve a possibilidade de um período de transição para contratos já assinados. Caso essa alternativa apareça no texto, o Grêmio poderá avaliar em quais condições poderá iniciar e manter a parceria com a Pitaco.
O presidente Odorico Roman já havia demonstrado preocupação com uma eventual retirada abrupta das empresas de apostas do futebol. Segundo o dirigente, o contrato firmado pelo Grêmio contém mecanismos de proteção para as duas partes diante de possíveis mudanças no mercado.
O impacto ultrapassa o Tricolor. Levantamento publicado pelo UOL aponta que as bets respondem por cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios dos clubes da Série A, além da presença dessas empresas em transmissões, placas publicitárias e outras propriedades comerciais.
Paralelamente, o Governo Federal e representantes dos clubes discutem um programa de reestruturação financeira. Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, o projeto em elaboração prevê uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões, com condições mais baratas para clubes e SAFs reorganizarem dívidas. O dinheiro não seria uma compensação entregue diretamente aos times, mas financiamento, com destinação limitada a despesas como débitos trabalhistas, tributários e bancários, além de investimentos em infraestrutura das categorias de base. O desenho ainda pode sofrer alterações.
Para o Grêmio, a definição desta sexta-feira terá peso especial. O clube acaba de reorganizar suas propriedades comerciais e chegou a aproximadamente R$ 100 milhões anuais com os espaços do uniforme. Agora, aguarda o conteúdo oficial das medidas para calcular o impacto sobre seu maior contrato de patrocínio.
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