Bastidores: Grêmio tenta controlar pressão antes do Gre-Nal decisivo pela Copa do Brasil
Paulo Pelaipe garante time mobilizado para o Gre-Nal, enquanto resultados colocam continuidade do treinador sob avaliação

Grêmio tenta blindar elenco antes do Gre-Nal em meio à pressão sobre Luís Castro
O Grêmio chega à semana do Gre-Nal cercado por pressão dentro e fora de campo. Os resultados recentes aumentaram as cobranças sobre Luís Castro, provocaram manifestações da torcida e colocaram o trabalho do treinador sob avaliação. Mesmo neste cenário, a direção garante que o ambiente não afetará a preparação para o primeiro clássico das quartas de final da Copa do Brasil.
O executivo Paulo Pelaipe acredita que o próprio peso do Gre-Nal será suficiente para mobilizar o elenco. O dirigente também destacou o trabalho realizado pela psicóloga Marisa Santiago no acompanhamento dos jogadores.
— Não me preocupa a mobilização para os jogos. Temos um grupo de homens, e o clássico motiva. Temos profissionais capacitados e uma psicóloga, que é de Seleção Brasileira, a doutora Marisa, que trabalha com jogadores intensamente no dia a dia. Estaremos motivados e acesos para fazer um grande jogo — afirmou Pelaipe.
Pressão aumenta antes do Gre-Nal
O Grêmio atravessa um dos momentos de maior tensão da temporada. A derrota por 1 a 0 para o Bragantino, com gol sofrido nos acréscimos, manteve a equipe próxima da zona de rebaixamento e ampliou a insatisfação dos torcedores.
Na chegada da delegação a Porto Alegre, gremistas foram ao Aeroporto Salgado Filho para protestar. O elenco deixou o terminal por uma saída alternativa e não teve contato com o grupo naquele momento.
Nesta segunda-feira (24), porém, lideranças do elenco, Luís Castro e representantes das torcidas organizadas se reuniram na Arena. A conversa durou mais de uma hora e terminou com o compromisso de concentração total nos Gre-Nais.
Luís Castro também joga pelo futuro
Além da classificação, os próximos compromissos podem determinar a continuidade de Luís Castro no Grêmio.
Pelaipe já deixou publicamente um aviso sobre a necessidade de reação. Embora a direção ainda aposte no trabalho, o executivo reconheceu que existe um limite para a sequência sem os resultados esperados.
— Nós vamos ter dois jogos decisivos pela Copa do Brasil e o jogo contra a Chapecoense, que são jogos importantes, e os resultados vão ter que vir. Se os resultados não vierem, nós vamos sentar e vamos conversar com o treinador — declarou.
A cobrança também aparece dentro do elenco. Após a derrota para o Bragantino, Marlon reconheceu o desempenho ruim da equipe e afirmou que algumas decisões não estão produzindo o resultado esperado.
Agora, o Grêmio tenta transformar a pressão em mobilização. O primeiro teste acontece quinta-feira (27), às 20h, contra o Inter, no Beira-Rio, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil.
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