Grêmio é elo entre Renato e Roger, que se enfrentam neste sábado pelo Brasileirão
Ex-companheiros no Grêmio, técnicos se enfrentam neste sábado e revivem trajetória em comum

Renato e Roger, ligados ao Grêmio, se reencontram no Brasileirão
O duelo entre Vasco e São Paulo neste sábado (18), às 18h30, pelo Brasileirão, carrega uma história que começa no Grêmio. De um lado, Renato Portaluppi. Do outro, Roger Machado. Dois nomes que construíram trajetórias conectadas pelo Tricolor.
Hoje adversários, Renato e Roger compartilham décadas de convivência dentro do futebol. A relação nasceu nos tempos de jogador e atravessou diferentes fases, sempre com o Grêmio como ponto central.
Do vestiário às conquistas
Renato se consolidou como o maior ídolo da história gremista. Com protagonismo absoluto, liderou o clube nos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, marcando uma era.
Roger Machado construiu sua trajetória em outro período. Como lateral-esquerdo, fez parte da geração vitoriosa dos anos 1990 e acumulou conquistas importantes, tornando-se referência na posição.
Apesar da diferença de gerações, os dois chegaram a atuar juntos. Em 1995, estiveram em campo na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, em Brasília, pela Copa dos Campeões Mundiais. Foram apenas 33 minutos dividindo o gramado, mas o suficiente para iniciar uma relação duradoura.
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Parceria que virou confronto
A conexão seguiu após a aposentadoria. Em 2007, Roger foi comandado por Renato no Fluminense e teve papel decisivo na conquista da Copa do Brasil, com gol na final contra o Figueirense.
Anos depois, em 2011, trabalharam juntos novamente no Grêmio. Roger integrou a comissão técnica de Renato em um momento de reconstrução do clube.
A história ganhou novo capítulo em 2016. Após a saída de Roger do comando gremista, Renato assumiu a equipe e conduziu o Tricolor ao título da Copa do Brasil, consolidando sua trajetória também como treinador.
Estilos diferentes, respeito mantido
Mesmo com caminhos distintos, a admiração nunca desapareceu. Renato construiu sua carreira com forte gestão de grupo e leitura prática do jogo. Roger seguiu uma linha mais teórica, baseada em estudo e metodologia.
As diferenças não geraram ruptura. Pelo contrário, reforçaram o respeito mútuo ao longo dos anos.
O equilíbrio também aparece dentro de campo. Em 13 confrontos entre os dois técnicos, são cinco vitórias para cada lado e três empates.

