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Mano Menezes dispara contra a imprensa e ironiza após derrota do Grêmio: “não queríamos ganhar”

Coletiva de Mano Menezes tem tom de irritação após derrota

Grêmio mano menezes
Imagem: Lucas Uebel / Grêmio

Mano Menezes critica perguntas após derrota do Grêmio e explica preservações, estratégia e decisão sobre Pavón

A derrota do Grêmio por 3 a 2 para o Botafogo, no Nilton Santos, deixou o técnico Mano Menezes visivelmente incomodado durante a coletiva deste sábado. O treinador reagiu com ironia a questionamentos sobre preservação de jogadores e, além disso, criticou a incoerência da imprensa ao falar sobre Pavón. O tom firme chamou atenção e trouxe reflexões importantes sobre escolhas técnicas, desgaste físico e leitura de jogo.

Preservações explicadas com ironia

A escalação do Imortal surpreendeu. Amuzu e Arthur sequer viajaram. Kannemann e Carlos Vinícius começaram no banco. Perguntado sobre o motivo de poupar nomes importantes, Mano respondeu com ironia:

“Porque não queríamos ganhar!”

Em seguida, ele adotou postura mais calma e explicou o processo de decisão. Segundo o técnico, avaliações feitas 24 horas após cada partida ajudam a mapear quem apresenta acúmulo físico ou risco de lesão. Dessa forma, Amuzu ficou fora por desgaste, enquanto Arthur sofreu trauma recente e foi preservado. Mano assumiu a responsabilidade pelo resultado e reconheceu que o primeiro tempo esteve abaixo do esperado, especialmente pelos gols sofridos em sequência.

Gols cedo mudaram todo o plano

O treinador destacou que o Grêmio ainda não havia sido incomodado até o gol de Cuiabano, embora o Botafogo tenha aberto o placar aos 14 minutos. Ele explicou que a estratégia previa neutralizar o adversário para só depois avançar com mais agressividade.

Além disso, Mano revelou que Esteves tinha a função de completar a linha defensiva como quinto homem, mas a execução não funcionou. Como resultado, o time sofreu dois gols rapidamente e precisou correr atrás do placar.

Pavón vira tema de crítica à imprensa

Durante a entrevista, Mano também discutiu o papel de Pavón. Em vez de ironia, ele criticou diretamente a imprensa. O técnico elogiou a evolução do argentino, autor de duas assistências recentes, e disse considerar incoerentes algumas cobranças sobre o jogador:

“Estamos muito felizes. Colhemos os frutos quando ninguém acreditava.”

Com isso, Mano reforçou confiança no atacante e encerrou a coletiva com discurso firme e focado no trabalho.

Redação PG

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