Eliminação para a Noruega escancara o fim de um ciclo na Seleção Brasileira
Derrota nas oitavas da Copa do Mundo reforça a necessidade de renovação; experiência já não basta para manter alguns nomes na equipe brasileira

Opinião: a eliminação para a Noruega escancara que alguns ciclos chegaram ao fim na Seleção Brasileira
A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo não pode ser tratada apenas como mais um tropeço. Ela representa o encerramento de um ciclo que a Seleção Brasileira insistiu em prolongar por tempo demais.
Casemiro, Alisson, Marquinhos e Danilo são grandes jogadores. Construíram carreiras vitoriosas, conquistaram títulos importantes e continuam sendo peças relevantes em seus clubes. O problema não está no currículo. Está no rendimento com a camisa da Seleção.
O Brasil insiste na mesma base há anos
Há alguns anos, o Brasil entra nas Copas apostando praticamente na mesma base. Trocam-se treinadores, mudam os esquemas táticos, aparecem novos atacantes, mas a espinha dorsal permanece. E o resultado também.
Desde 2002, a Seleção coleciona eliminações para adversários europeus em jogos decisivos. França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e, agora, Noruega. Em comum, a dificuldade do Brasil para reagir quando enfrenta equipes organizadas e competitivas.
Currículo não garante lugar na Seleção
É injusto colocar toda a responsabilidade sobre quatro jogadores. Futebol é coletivo. Porém, também é impossível ignorar que eles estiveram presentes em praticamente todos esses ciclos recentes.
Casemiro continua sendo um volante de alto nível, mas já não consegue dominar o meio-campo da forma que fazia no auge. Marquinhos segue regular, porém nunca assumiu o protagonismo esperado em partidas decisivas pela Seleção. Danilo oferece experiência, mas há tempos deixou de ser unanimidade. Alisson, apesar de ser um dos melhores goleiros do mundo, também carrega o peso de campanhas frustradas em Copas.
Nada disso apaga o que fizeram na carreira. Mas Seleção Brasileira não funciona como prêmio por serviços prestados. Ela precisa reunir quem vive o melhor momento e, principalmente, quem consegue responder nos grandes jogos.
A renovação não pode esperar mais
A derrota para a Noruega deveria servir como ponto de partida para uma renovação verdadeira. Não basta trocar duas ou três peças e manter a mesma estrutura. O futebol brasileiro precisa construir uma nova liderança dentro de campo.
Os jovens precisam assumir responsabilidades. Alguns vão errar, naturalmente. Mas continuar apostando em um grupo que acumula eliminações sucessivas também não tem produzido resultados diferentes.
Chegou a hora de iniciar um novo ciclo
Renovar nunca significa desrespeitar quem escreveu sua história. Significa entender que toda história tem um fim.
Talvez o maior legado da eliminação para a Noruega seja justamente esse: mostrar que talento no clube não garante espaço eterno na Seleção Brasileira. Em algum momento, é preciso aceitar que determinados ciclos chegam ao fim.
A derrota deste domingo deixa uma lição clara: o Brasil precisa olhar para frente. O passado desses jogadores merece respeito, mas o futuro da Seleção exige coragem para mudar.
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CONCORODO COM SEU COMENTARIO , O BRAILS PRECISA DE NOVAS LIDERANÇAS E APOSTAR NISSO .