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OPINIÃO PG: Como eu vejo os desligamentos da comissão técnica do Grêmio

Desligamentos internos levantam alerta sobre planejamento e gestão técnica no clube

James Freitas Grêmio
Foto: Lucas Uebel / Grêmio

Grêmio aposta tudo em Luís Castro e repete um roteiro que preocupa a torcida

Os últimos dias agitaram os bastidores do Grêmio. A saída de James Freitas, auxiliar técnico permanente, e de Matheus Famer, preparador de goleiros fixo, gerou debate intenso. A torcida questiona. A imprensa analisa. O clube silencia. Diante disso, a reflexão se torna necessária.

Antes de tudo, vale esclarecer o contexto. Luís Castro, novo técnico do Grêmio, chega com comissão técnica completa. O treinador inclui auxiliar, preparador de goleiros e outros profissionais. Portanto, as saídas seguem uma lógica prática. Contudo, o problema não mora nesse ponto.

O exemplo recente que não pode ser ignorado

Recentemente, Quinteros adotou o mesmo caminho. O treinador trouxe sua própria comissão. Naquele momento, o clube aceitou o modelo. Porém, o trabalho não funcionou. Logo depois, James Freitas assumiu interinamente. No GreNal, o Grêmio apresentou seu melhor futebol na temporada. Esse fato pesa. Além disso, reforça o valor de uma estrutura interna forte.

A importância de uma comissão permanente

Matheus Famer chegou no início de 2025 com um propósito claro. O clube buscava criar uma comissão técnica fixa. Esse modelo garante continuidade. Dessa forma, quando ocorre uma troca no comando, o time mantém identidade e organização. Muitos clubes grandes seguem esse caminho. Portanto, o Grêmio também precisava avançar nessa direção.

Todas as fichas em Luís Castro

Agora, o cenário muda. A direção deposita todas as cartas em Luís Castro. A aposta lembra o que aconteceu com Quinteros. Na época, a confiança foi total. No entanto, o desfecho decepcionou. Por isso, a torcida demonstra cautela. Afinal, a memória recente pesa.

E se o plano falhar?

A pergunta surge de forma direta. Caso Luís Castro não entregue resultados, quem assume? Sem comissão fixa, o clube corre para o mercado. Nesse movimento, decisões rápidas costumam custar caro. Além disso, a improvisação enfraquece projetos esportivos.

Portanto, o Grêmio precisa refletir. Confiar em um treinador faz parte do futebol. Entretanto, abandonar estruturas internas cria riscos desnecessários. Planejamento não vive apenas de apostas. Ele exige rede de segurança. Hoje, essa rede parece menor.

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