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Os números defensivos do Grêmio que estão dando o que falar

Luís Castro exaltou evolução defensiva após empate com o Bahia, mas números mostram alto volume de finalizações sofridas

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Imagem: Lucas Uebel / Grêmio

Defesa do Grêmio melhora, mas números expõem pressão sobre Weverton

O empate em 1 a 1 contra o Bahia trouxe mais uma vez um discurso de evolução defensiva dentro do Grêmio. Após a partida, o técnico Luís Castro destacou que a equipe sofreu apenas dois gols nos últimos oito compromissos da temporada.

Os números realmente apontam redução nos gols sofridos. Porém, uma análise mais profunda mostra outro cenário: o sistema defensivo segue permitindo alto volume de finalizações adversárias, aumentando ainda mais o protagonismo do goleiro Weverton.

  • Grêmio sofreu apenas dois gols nos últimos oito jogos
  • Time permitiu 62 finalizações adversárias neste período
  • Weverton virou peça decisiva para sustentação defensiva

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Trio defensivo não garante menos pressão ao Grêmio

A utilização de três zagueiros passou a ganhar força nas últimas partidas. Mesmo assim, os dados mostram que a mudança estrutural não resolveu completamente os problemas defensivos da equipe.

Curiosamente, os únicos gols sofridos neste recorte aconteceram justamente nas partidas em que o Grêmio atuou com trio de zaga.

Os jogos sem sofrer gols ocorreram nas vitórias sobre o Confiança, pela Copa do Brasil, contra o Coritiba, pelo Brasileirão, e no empate sem gols diante do Palestino, pela Copa Sul-Americana.

Após o empate em Salvador, Luís Castro evitou relacionar diretamente o desempenho defensivo ao número de zagueiros utilizados.

“Já perdemos com dois zagueiros, com três, já ganhamos com dois e três. Já nos aconteceu de tudo”, afirmou o treinador gremista.

Weverton ganha protagonismo em sequência gremista

Apesar da redução nos gols sofridos, o Tricolor continuou sendo bastante pressionado pelos adversários. Nos últimos jogos, foram 62 finalizações sofridas, exigindo 15 defesas importantes de Weverton.

O goleiro voltou a ser decisivo contra o Bahia e novamente apareceu como destaque da equipe. O momento fez o arqueiro retornar ao radar da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo.

Internamente, existe reconhecimento de que o camisa 1 se tornou um dos principais responsáveis pela sustentação gremista em jogos mais equilibrados.

Contra o Flamengo, por exemplo, o Grêmio sofreu 20 finalizações mesmo atuando com três zagueiros. Diante do Bahia, foram mais 17 conclusões cedidas ao adversário.

Luís Castro explica visão sobre dinâmica defensiva

Durante a entrevista coletiva, Luís Castro tentou explicar que a organização defensiva vai além da quantidade de jogadores no setor.

Para o treinador, a dinâmica coletiva pesa mais do que a formação utilizada no papel.

“No futebol, a estrutura é o que menos interessa. O que mais interessa é a dinâmica desta estrutura. Se eu tiver três zagueiros e saltarmos na frente com os laterais, se tivermos dois volantes e depois os pontas vindo para dentro, funcionando como 10 no apoio ao 9, temos mais gente na frente do que em outra estrutura”, explicou Castro.

Fabíola Thiele

Atuo há mais de 5 anos no jornalismo esportivo com foco em cobertura diária, bastidores e análise do futebol brasileiro. Repórter especializada no universo gremista, acompanho o clube de perto trazendo informação com credibilidade para milhares de torcedores.

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