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Por que os campeonatos estaduais devem terminar?

Listamos motivos que mostram como esses campeonatos se tornaram inviáveis

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Os campeonatos estaduais precisam acabar. Não tem jeito, o calendário do futebol brasileiro é apertado, e reservar 15 datas para o torneio, como é o caso do Gauchão 2021, não adiantará para melhorar o nível técnico.

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Esse é um tipo de competição que não traz muita renda para o cofre das equipes grandes. Aliás, faz a quantidade de jogos ser ainda maior, jogando por algo que não leva a lugar nenhum.

A tendência é que eles não durem até o fim da década. A TV Globo está cada vez mais longe dos torneios, porque já percebeu que não são lucrativos. Quer saber por que os campeonatos estaduais devem acabar? Confira agora alguns motivos.

Falta de datas

O Grêmio jogou 73 vezes na temporada 2020, destes, foram 17 compromissos pelo Campeonato Gaúcho. O Palmeiras jogou ainda mais, foram 78 compromissos ao longo da temporada.

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O Bayern de Munique ganhou todos os campeonatos possíveis na temporada  2019-2020, mesmo assim, foram apenas 55 jogos. Podemos ainda considerar mais dois jogos pelo Mundial de Clubes, disputado em 2021. Além disso, dois confrontos da Liga dos Campeões que não aconteceram. Ainda assim, não passariam de 59 jogos.

Na temporada 2019-20, o Manchester City foi outro que fez 59 jogos. Isso garantiu o vice da Premier League, as quartas da Liga dos Campeões, o título da Copa da Liga Inglesa e a semifinal da Copa da Inglaterra.

Dificilmente um time europeu passa dos 60 compromissos, a não ser que vença todos os campeonatos possíveis. Aqui no Brasil, o Palmeiras chegou perto dos 80, indo até a fase máxima de cada torneio.

Os mais de 70 compromissos que podem ter um time brasileiro ainda conflitam com as datas Fifa. Porque normalmente o futebol nacional não para nesses jogos. Assim, as equipes perdem seus craques, como Kannemann e Pinares no Grêmio, Arrascaeta e Gerson no Flamengo, entre outros.

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Vejamos o Grêmio, sem os 17 jogos do Gauchão 2020, teriam sido 56 confrontos, quantidade semelhante aos grandes times europeus. De fato, com menos partidas, há mais qualidade nos jogos restantes. Mais tempo para treinar, recuperar os jogadores e mais espaço para a evolução dos times.

Pouco espaço para pré-temporada

Em um ano normal, o Campeonato Brasileiro termina por volta de 10 de dezembro e os jogadores ganham férias. Mas, antes do fim de janeiro já tem jogos novamente, pelos campeonatos estaduais. Praticamente não há espaço para a pré-temporada.

Nos últimos anos, o Athletico-PR ganhou destaque por ter usado o Paranaense como laboratório. E isso certamente contribuiu nas conquistas da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil. O Furacão é um bom exemplo para ser seguido.

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Assim que voltam de férias, os clubes treinam por menos de duas semanas e já estreiam. Na Europa, por exemplo, os campeonatos costumam terminar no meio de maio e retornam apenas no começo de agosto. É um mês de folga e mais um mês para pré-temporada.

A qualidade técnica dos times é maior sim, mas a falta de preparação adequada complica bastante as condições do espetáculo. Sem os campeonatos estaduais, mantendo o calendário atual, a bola poderia voltar a rolar oficialmente no meio de fevereiro, com o Brasileirão começando em março.

Falta de competitividade nas competições estaduais

Será que existe uma competição sadia nos torneios estaduais? Por mais que seja uma oportunidade para os torcedores do interior verem os times da capital, a competição dentro de campo é pequena. É claro que vez ou outra algum time pequeno apronta para cima de um grande, mas é exceção.

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Avaliamos os últimos 20 campeonatos estaduais, de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, considerando os dois melhores times entre 2001 e 2020. Estes são os principais estaduais do país, e ajudam a dar uma amostra sobre a força dos times grandes e a falta de conquistas dos pequenos.

Somando todos os 80 campeonatos estaduais avaliados, em apenas oito o campeão não está entre “os 12 grandes” do país. Portanto, são necessários 10 campeonatos para que apareça uma zebra como vencedora. Veja a análise detalhada:

Rio Grande do Sul

  •       O Grêmio foi campeão sete vezes e vice quatro vezes;
  •       O Internacional ganhou 12 títulos. O colorado foi vice em quatro oportunidades;
  •       Desde 2001, somente em 2017 a dupla GreNal não foi campeã. O Novo Hamburgo venceu naquele ano;
  •       Grêmio e Inter terminaram nas duas primeiras posições em sete ocasiões das 20 analisadas.

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Minas Gerais

  •       O Cruzeiro ganhou nove vezes o Mineiro. Ficou em segundo quatro vezes;
  •       O Atlético-MG foi campeão sete vezes. Terminaram como vice em 10 oportunidades;
  •       No período, o América-MG ganhou dois títulos, Caldense e Ipatinga também foram campeões;
  •       Apenas em 2002 Cruzeiro e Galo ficaram fora da final. O campeão foi a Caldense, com o Ipatinga em segundo.

São Paulo

  •       O Corinthians foi campeão sete vezes. O time acabou em segundo três vezes apenas;
  •       O Santos faturou o Paulistão sete vezes também. O Peixe foi vice três vezes;
  •       Já o Palmeiras ergueu a taça duas vezes. Com mais dois vices.
  •       O São Paulo ganhou apenas uma vez. O tricolor foi vice três vezes;
  •       Nestes anos, apenas o Ituano, duas vezes, e o São Caetano furaram a hegemonia dos grandes. Contudo, o título de 2002 do Ituano tem um asterisco, já que o quarteto não jogou o campeonato;
  •       Fora 2002, a final de 2004 foi entre as zebras São Caetano e Paulista, que naquela época tinham grandes times.

Rio de Janeiro

  •       O Flamengo venceu 10 vezes o Carioca. Foram apenas dois vices para o rubro-negro;
  •       O Botafogo foi campeão quatro vezes. O alvinegro teve também cinco vices;
  •       Já o Fluminense ganhou só três títulos. Além de mais quatro vices;
  •       O Vasco foi campeão três vezes e teve cinco vices;
  •       Nenhum time fora do quarteto foi campeão. Apenas seis vezes um time fora os grandes foi vice.

Premiação baixa e pouco dinheiro da televisão

Você sabe quanto o Grêmio faturou por ser campeão estadual em 2020? NADA! Exatamente, quem vence o Campeonato Gaúcho não recebe uma premiação. Em Minas Gerais é a mesma coisa, quem ganha o estadual não leva nada. Tem que se contentar com a taça, que muitas vezes se parece com aquelas compradas em lojas de produtos esportivos.

Grêmio e Internacional recebem cerca de R$ 13 milhões da televisão. Brasil de Pelotas e Juventude faturam R$ 1,5 milhão cada. Os outros times recebem R$ 750 mil cada. Mas, se não há premiação para o campeão geral, o campeão do interior fica com R$ 300 mil. Além disso, os seis melhores do interior levam R$ 100 mil cada.

E é assim em boa parte do país com os campeonatos estaduais. A Globo já percebeu o buraco sem fundo que são os estaduais e a cada ano tem reduzido a sua presença nesse tipo de competição. Alguns anos atrás o Paranaense e o Catarinense passavam no Premiere, hoje já é mais assim.

A Globo deixou de exibir até mesmo o Carioca, após conflito com os clubes. Por mais que os times tentem se virar com canais próprios e streamings, é inviável. O faturamento é muito menor do que na época que a principal rede de TV do país comprava e transmitia os jogos.

O contrato da Globo com o Paulistão termina em 2021 e a Federação Paulista de Futebol (FPF) já foi ao mercado oferecer o torneio. Esse é, basicamente, o único estadual viável. O contrato com a televisão é de R$ 225 milhões, considerando aberta, fechada e pay-per-view. Atualmente cada grande paulista fatura R$ 25 milhões com o estadual.

O dinheiro não paga a folha salarial

O Grêmio gastava em 2020 cerca de R$ 8 milhões por mês com salários e luvas. Considerando que o Gauchão começa no fim de janeiro, normalmente, e vai até o fim de abril, são três meses. Portanto, em um ano comum, seriam gastos R$ 24 milhões com o pagamento de salários.

É óbvio que a folha está neste patamar porque o Grêmio vem jogando a Libertadores todos os anos. Se não estivesse, seria mais baixa. Mesmo assim, a premiação de R$ 13 milhões dificilmente seria suficiente para bancar três meses de salários.

Os campeonatos estaduais são inviáveis ao fazer esta conta. Vamos pegar o Vasco como exemplo, o cruzmaltino tinha folha de R$ 4 milhões no começo de 2020 e deveria receber R$ 18 milhões da Globo. Aqui a conta fechou. Mas, o novo acordo com a Record para 2021 é muito menor e certamente vai faltar dinheiro.

O Vasco é um bom exemplo porque não participou da Libertadores nos últimos anos. Logo, conta com um elenco mais burocrático e barato. Excluindo os paulistas, praticamente nenhum outro estadual serve para pagar os salários do período em que o torneio estiver sendo disputado.

O que aconteceria com os times do interior sem campeonatos estaduais?

Muitos defendem a continuidade dos estaduais pensando nos times pequenos. Mas, quem analisa friamente os valores financeiros, percebe que, na verdade, os times grandes “sustentam” os pequenos nesse tipo de competição.

Com a extinção dos estaduais, a CBF deveria aumentar a quantidade de participantes na Copa do Brasil. A competição poderia começar com 256 times, ou mesmo porque não com 512? Eles disputariam fases até sobrarem 16, que se juntariam aos times da Libertadores e da Sul-Americana, além de outros times bem classificados no último Brasileirão.

Também seria interessante pensar em um novo formato para a Série D, permitindo que estes clubes tivessem um calendário maior ao longo do ano. Além disso, com o fim dos estaduais seria interessante o lançamento de mais uma divisão. Esta poderia ser bem regionalizada, mais do que já é a quarta divisão.

As federações locais já organizam competições, como é o caso da Copa Santa Catarina ou da Copa FGF, que deu uma vaga ao Santa Cruz na Copa do Brasil 2021. O calendário, de fato, precisaria ser reformulado, mas existem soluções para o fim dos campeonatos estaduais.

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Foto: Reprodução / Estadão

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