Problema do Grêmio é tático, afirma jornalista gaúcho
O Grêmio perdeu para o Independiente del Valle por 2 a 1 na Libertadores e o resultado foi o menor dos problemas. A equipe jogou mal. Por mais que tenha sofrido com desfalques, seja por Covid-19 ou por lesões, a equipe não tem jogadas ensaiadas e não consegue render.
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O jornalista Alex Bagé acredita que o problema está no esquema tático. Muitos torcedores concordam com essa afirmação, outros discordam e acreditam que a cada ano que passa o time fica mais fraco.
Problema do @Gremio é tático.
— Alex Bagé (@alexbagereal) April 10, 2021
O Grêmio segue o mesmo modelo de jogo faz alguns anos, Renato Portaluppi não costuma fazer alterações.
- O tricolor tem dois zagueiros e dois laterais compondo o sistema defensivo;
- Matheus Henrique e Maicon no meio de campo, ou Lucas Silva quando o veterano está fora;
- Um meia centralizado, Alisson por um lado e um ponta veloz do outro;
- No ataque um centroavante, função muito bem-feita por Diego Souza desde 2020.
Falta um volante, Thiago Santos foi contratado para fazer essa função. Matheus Henrique e Maicon até podem ser chamados de volantes, mas são meias de ligação, jogadores que atacam e defendem. Contudo, não possuem tanto vigor defensivo.
A defesa fica exposta e muitas vezes os atacantes adversários ficam no mano a mano com os zagueiros.
Quais os problemas táticos do Grêmio?
Por algum tempo o Grêmio teve sérios problemas no ataque, até encontrar em Diego Souza a peça que faltava nessa engrenagem. André, Hernane Brocador, Luciano e Marinho não deram certo no setor.
Problema resolvido, agora falta arrumar a volância. Além disso, Renato Portaluppi continua escalando a equipe com um meia centralizado. Essa é uma posição em extinção no futebol. Não dá para ter em campo um homem que pensa apenas em construir e não contribui com a marcação.
Hoje boa parte dos times no mundo jogam com um volante, que saiba construir e seja bom de marcação. Dois jogadores mais a frente, os meias de ligação (chamados por alguns de segundo volante). E então pontas abertos e um centroavante.
O Grêmio poderia jogar assim, com Thiago Santos, Matheus Henrique e Darlan. Ou com algum outro guri comprometido a atacar e defender. Em seguida, o ataque poderia ter Ferreira, Léo Chú e Diego Souza.
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Foto: Tática Didática