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Vai quebrar o jejum? Veja a análise dos últimos jogos do Grêmio contra o Flamengo

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Jejum. Pode ter diferentes interpretações, sendo a mais comum um período que um indivíduo passa sem se alimentar, caracterizando um comum incômodo. É mais uma das palavras que entram no vocabulário futebolístico, frequentemente adotado por torcedores de diversos estados e países. Se há algo em comum entre as duas utilizações da palavra é a indicação de algo não agradável.

Relembre o contexto da última vitória do Grêmio sobre o Flamengo

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Assim tem se sentido o torcedor do Imortal diante do Rubro-Negro carioca. Um jejum longo e incômodo, cercado de muitos capítulos distintos. A sequência invicta do Flamengo sobre o Grêmio é incômoda aos tricolores, e teve diferentes aspectos, técnicos, jogadores e curiosidades desde o último dia 4 de agosto de 2018, data da última vitória do Grêmio sobre o Fla. O jogo disputado na arena teve gols de Jael e Marinho, com vitória do Tricolor de Renato sobre o Flamengo de Maurício Barbieri.

Muitos contextos podem ser analisados para definir o motivo de cada partida sem vitória do Grêmio, e como isso se tornou uma avalanche para o jogo psicológico do time. No Rio Grande do Sul, dois técnicos participaram no período citado: Renato (2018-2021), e Felipão, atual treinador. Tiago Nunes, que comandou a equipe entre os dois anteriores não chegou a enfrentar o Flamengo. Pelo lado adversário, nada menos do que seis treinadores: Barbieri, Dorival Júnior, Jorge Jesus, Domenec Torrent, Rogério Ceni, além do próprio Renato.

Nesse período foram disputados jogos pela Copa do Brasil (3), Campeonato Brasileiro (5) e Libertadores (2). Foram 24 gols marcados pelo Fla e 5 marcados pelo Grêmio.

Preparamos uma análise com os detalhes e destaques de cada confronto, analisando a situação em que cada partida se inseriu, desde 2018, até o momento atual, quando o jejum pode, finalmente, ser quebrado. Confira:

15/08/18 – Flamengo 1 x 0 Grêmio – Copa do Brasil

Gol: Everton Ribeiro

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Flamengo: Diego Alves, Renê, Réver, Léo Duarte, Rodinei; Cuellar (Willian Arão), Everton Ribeiro, Diego (Rômulo), Lucas Paquetá, Vitinho (Marlos Moreno) e Henrique Dourado. Técnico: Maurício Barbieri

Grêmio: Marcelo Grohe, Cortez, Kannemann, Geromel, Léo Moura (Alisson); Maicon (Marinho), Jaílson, Luan; Ramiro, Éverton e André (Jael). Técnico: Renato Portaluppi

Jogo de volta válido pela volta da Copa do Brasil, o Tricolor vinha de vitória sobre o Fla no campeonato Brasileiro. O contexto tinha o Grêmio de Renato mantendo sua excelente característica de posse de bola. Foram 65% na partida e 85% de precisão no passe, buscando sempre o controle do meio campo. O gol no início ampliou uma vantagem construída com o critério de gol fora de casa, a partir do tento marcado por Lincoln no fim da partida de ida na Arena. O Grêmio teve maior controle de posse e boas ações na partida, mas que acabaram não sendo definidas em um domínio efetivo do jogo, com o Flamengo precisando ter controle mental para suportar a pressão exercida pelo time de Portaluppi.

21/11/2018 – Flamengo 2 x 0 Grêmio – Brasileirão

Gols: Fernando Uribe e Diego Ribas

Flamengo: César, Renê, Réver, Rhodolfo, Pará; Arão, Cuéllar, Diego; Everton Ribeiro (Marlos Moreno) , Vitinho (Jean Lucas) e Fernando Uribe (Berrío)

Grêmio:

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Partida seguinte entre as duas equipes, que marcava o pós-eliminação na Copa do Brasil, e tinha equipes com algumas modificações em relação ao que tinham como padrão de time titular à época. Novamente, foi o Imortal quem teve mais posse de bola, buscando controlar as ações. O Fla tinha Cuéllar e, em momento raro, Arão ao seu lado. A formação buscava anular uma das principais características do Grêmio: a posse de bola com excelente dinâmica pelo meio. O jogo de Renato acabou sendo forçado para as pontas, com Éverton e Ramiro, achando pouco espaço para triangulações que buscassem as infiltrações pelos flancos. O meio tinha os ainda bem jovens Jean Pyerre e Matheus Henrique começando suas carreiras na equipe principal com a companhia de Michel, fechando o trio.

O Flamengo, já comandado por Dorival Júnior em substituição à Barbieri, apresentava melhora e menos peças alternativas se comparado ao Grêmio. Com um futebol costumeiramente ofensivo, Dorival encontrou um treinador com proposta semelhante nesse sentido à beira do campo, apresentando um jogo bem mais aberto do que o visto na disputa pela Copa do Brasil. Foram 18 finalizações para os donos da casa, contra 16 do Tricolor, no que era um dos jogos mais abertos da sequência.

10/08/2019 – Flamengo 3 x 1 Grêmio – Brasileirão

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Gols do Fla: William Arão, Arrascaeta e Éverton Ribeiro

Gol do Grêmio: Rafael Galhardo

Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís (Renê), Pablo Marí, Thuler, Rafinha; Arão, Cuéllar (Piris da Motta), Gerson, Arrascaeta; Berrío (Éverton Ribeiro) e Bruno Henrique. Técnico: Jorge Jesus

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Grêmio: Júlio César, Juninho Capixaba, David Braz, Paulo Miranda, Léo Moura; D. Mendes, Thaciano, Luan (Patrick), Galhardo (Éverton), Luciano (Rondinelli) e Pepê. Técnico: Renato Portaluppi

Primeiro confronto travado entre Renato e Jorge Jesus, também foi disputado no Maracanã, o terceiro em sequência. Jesus ainda estruturava sua equipe, ainda no início do processo do que seria a equipe vencedora ao fim da temporada, com as chegadas recentes de Marí, Gerson, Filipe Luís e Rafinha, menos de um mês antes de a partida ser disputada.

Pelo lado de Portaluppi, algumas novas peças também buscavam seu lugar na equipe titular, como Braz, Juninho Capixaba, recém-chegado como destaque do Bahia e Luciano, que chegava como boa aposta para dar melhor consistência ao setor ofensivo. Além dos contratados, Pepê despontava como mais um jovem atacante aberto de destaque vindo diretamente das categorias de base, seguindo a tradição de anos anteriores.

Em campo, Renato buscou seguir suas convicções com as novas chegadas e apresentou muitas variações de posição entre os atletas ofensivos. Luan e Luciano faziam inversões frequentes de função, se destacando pelo movimento vertical que conseguiu abrir alguns espaços na ainda desentrosada defesa adversária. Espaços esses que beneficiaram o jovem Pepê. Nas infiltrações, o Grêmio levou perigo ao adversário, conseguindo fazer o que foi o jogo mais competitivo entre Renato e Jesus.

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Entretanto, já haviam indícios de mudança no cenário anterior. Foi a primeira partida em que o Fla saiu com o domínio da posse de bola em porcentagem (58 x 42), além do domínio ofensivo, efetivando a maioria das ações no terço final com finalizações. Nesse aspecto, foram 18 contra apenas 7 do Tricolor, que atuou bem pela forma em que o jogo se desenhou, mas com característica diferente dos cenários que vinham sendo de costume do confronto.

02/10/2019 – Grêmio 1 x 1 Flamengo – Libertadores

Gol do Grêmio: Pepê

Gol do Fla: Bruno Henrique

Grêmio: Paulo Victor, Cortez, Kannemann, Braz, Galhardo; Michel (Maicon), Matheus Henrique, Luan; Alisson (Pepê), Éverton, Diego Tardelli (André). Técnico: Renato Portaluppi

Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís (Renê), Pablo Marí, Rodrigo Caio, Rafinha; Arão, Gerson (Piris da Motta), Éverton Ribeiro, Arrascaeta; Bruno Henrique (Vitinho), Gabriel. Técnico: Jorge Jesus.

Em um dos confrontos mais marcantes, algumas características do jogo anterior, válido pelo Brasileirão, foram mantidas: a posse de bola foi exatamente a mesma, com 42% para o Tricolor. A agressividade do adversário foi o fator marcante nessa partida, que acabou tendo três gols corretamente anulados pelo árbitro de vídeo. Chamava a atenção justamente esse fator, indicando a perda de um controle que era costumeiro do Grêmio de Renato, com a posse e domínio de meio campo. As estatísticas dessa partida mostram também que não é possível analisar o futebol apenas por números. Ambas as equipes tiveram os mesmos números de finalizações validadas (10) e o mesmo número de finalizações no alvo (2).

O grande destaque da partida de ida pelas semifinais da Libertadores foi a mudança de rumo da marcação proposta por Portaluppi, que tinha em seus encaixes individuais, grandes méritos de seu sucesso à frente do Grêmio, podendo ser observado desde a equipe que conquistou a América dois anos antes. A intensidade física do adversário, aliada à frequente inversão de posicionamento ofensivo, assim como propõe Renato era algo que o ídolo ainda não havia encontrado pela frente no futebol do continente. Sinal de alerta de que algo deveria ser feito.

23/10/2019 – Flamengo 5 x 0 Grêmio – Libertadores

Gols: Bruno Henrique, Gabriel Barbosa (2), Pablo Marí, Rodrigo Caio

Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Rafinha; Arão, Gerson (Piris da Motta), Éverton Ribeiro, Arrascaeta (Diego) ; Bruno Henrique (Vitinho) e Gabriel. Técnico: Jorge Jesus

Grêmio: Paulo Victor, Cortez, Kannemann, Geromel, Paulo Miranda; Michel, Matheus Henrique, Maicon (Thaciano), Alisson (Pepê); Éverton e André (Tardelli). Técnico: Renato Portaluppi

O jogo mais marcante do jejum. Essa é a definição menos dramática para o jogo disputado na partida de volta das semis da Libertadores em 2019. O sinal de alerta ligado no primeiro jogo parecia ser mantido sem necessidade de alteração nos primeiros minutos de jogo. Mesmo com desfalques no meio, e tendo que optar por Paulo Miranda improvisado na lateral direita, Renato viu sua equipe competir no recorte inicial do jogo. Éverton foi destaque e, a partir de sua capacidade de jogo individual, o Tricolor conseguiu a primeira ação ofensiva aguda em campo, sendo esta salva por Filipe Luís em ação determinante para o futuro do jogo.

A intensidade do adversário combinada aos encaixes individuais seguiam gerando espaços no campo defensivo gremista e, após roubada no meio, Bruno Henrique armou e finalizou um rebote indesejado de Paulo Victor, abrindo o placar ao final da primeira etapa.

Logo no retorno, os mesmos encaixes que vinham sendo problemáticos com bola rolando se mostraram ainda mais favoráveis ao Flamengo no aspecto que transformou o domínio em goleada: a bola parada Pouco vista na primeira partida, e até mesmo no primeiro tempo do jogo que encerrou os 180 minutos de disputa, foi o fator determinante para construir a complexa história do confronto. Jesus afirmou em entrevista à CMTV, emissora de TV portuguesa, que o período grande de intervalo entre os jogos, sendo marcado por quase um mês, foi determinante para que seu time pudesse ser treinado e que houvessem períodos de estudo específicos sobre o comportamento tricolor nas jogada de escanteio e faltas próximas à área. Dessa maneira, o placar teve três dos cinco gols marcados, além do pênalti polêmico assinalado em entrada do zagueiro Geromel em Bruno Henrique, na pior lembrança da sequência em jejum.

No total, foram 18 finalizações para o Fla, sendo dez no gol, e sete para o Grêmio, com apenas uma no alvo, defendida por Diego Alves em arremate de Éverton. A posse também manteve a estrutura das partidas anteriores, com 57% para o Fla e 43% para o Tricolor.

17/11/2019 – Grêmio 0 x 1 Flamengo – Brasileirão

Gol: Gabriel

 

Grêmio: Paulo Victor, Cortez, David Braz, Léo Moura (Felipe Vizeu); Michel (André), Maicon, Alisson; Éverton, Luciano, Tardelli (Pepê). Técnico: Renato Portaluppi.

Flamengo: Diego Alves, Renê, Rhodolfo, Thuler (Rodrigo Caio), Rodinei; Piris da Motta, Diego (Vinícius de Souza), Lucas Silva (Éverton Ribeiro), Reinier, Arrascaeta; Gabriel. Técnico: Jorge Jesus

Em uma das partidas com carga psicológica mais pesadas da sequência, o Grêmio enfrentava o Flamengo após a goleada sofrida na Libertadores. O contexto da partida era bastante específico, tendo um Grêmio mais completo em relação ao confronto anterior, principalmente considerando o grande número de desfalques que Renato havia tido anteriormente, no Maracanã. Pelo lado do Fla, uma equipe bastante alternativa, visto que o jogo era o último ser disputado antes da final da Libertadores contra o River Plate, exatamente uma semana antes da partida e três dias antes da viagem para Lima.

A falta de entrosamento da equipe enviada a campo por JJ contribuiu para a redução da intensidade de jogo que vinha sendo marca registrada nos jogos anteriores. Isso, aliado aos retornos gremistas, como Luciano, garantiram uma diferença considerável na estatística e no domínio amplo da partida, se compararmos aos primeiros duelos entre os treinadores. O Grêmio teve o que foi a maior posse de bola de um dos clubes nesse período, com 69%. O número de finalizações também foi extremamente superior, com 22 arremates gremistas e apenas nove do adversário. As associações, trocas de posição, jogo apoiado e construção pelo meio foram novamente possíveis por todo o contexto citado.

Ainda assim, o Tricolor não conseguiu quebrar a sequência, esbarrando em boa atuação de Diego Alves e azar no toque de braço assinalado, novamente com polêmica em pênalti para o Flamengo, convertido por Gabriel, dando números finais à partida.

O peso mental, que constitui o jogo psicológico, foi um dos principais fatores para que a superioridade não fosse traduzida em gols. Com menos da metade das finalizações totais, o Flamengo acertou o alvo em cinco oportunidades, apenas uma a menos do que o Grêmio, que concluiu seis bolas no gol adversário.

19/08/2020 – Flamengo 1 x 1 Grêmio – Brasileirão

Gol do Grêmio: Pepê

Gol do Fla: Gabriel

Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís, Léo Pereira, João Lucas (Renê); Arão, Gerson (Pedro), Éverton Ribeiro (Vitinho), Arrascaeta, Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Domènec Torrent

Grêmio: Vanderlei, Cortez, Kannemann, Geromel, Orejuela; Maicon (Lucas Silva), Matheus Henrique (David Braz), Jean Pyerre (Thiago Neves); Alisson (Thaciano), Pepê e Diego Souza (Isaque). Técnico: Renato Portaluppi.

Novo ano, novo contexto. Para as duas equipes, o empate no Rio de Janeiro mostrava novidades em aspectos táticos do jogo. Pelo lado do Flamengo, uma nova postura sem Jesus, com Domènec Torrent à beira do campo, com um time que tinha seríssimos problemas de compactação defensiva, com falhas de marcação entrelinhas, além de espaços deixados com frequência na linha posicionada à frente de Diego Alves, composta pelos zagueiros e laterais.

Essa nova, e problemática característica era um prato cheio para o time do Grêmio, que mesmo mantendo seu ídolo no comando técnico após o turbulento ano de 2019, passou a apresentar comportamentos diferentes dentro de campo. Um marco no trabalho de Renato à frente da equipe que treinou por mais vezes em sua carreira.

A busca pelo controle do jogo não mais andava junta à busca do controle da posse, como era observado desde os primórdios do trabalho de Portaluppi em Porto Alegre. O Grêmio era uma equipe mis objetiva quando tinha a bola, fazendo um jogo vertical, bastante ágil, e propício a furar defesas com problemas na sua postura de compactação. O jogo associado entre os pontas, Pepê e Alisson na ocasião, era fundamental para a quebra de linhas, originando o gol, com passe de um para outro, terminando com gol da joia da base, que ganhava espaço após a saída de Éverton para o Benfica, para ser treinado justamente por Jorge Jesus.

Dessa maneira, o time visitante foi superior no Maracanã, com número bem menor de posse de bola (apenas 39%), mas finalizações bem mais próximas do gol adversário se comparadas às do Fla. Novamente, um toque no braço da zaga gremista prejudicou o que poderia ser uma vitória. Aos oitenta e nove minutos, Gabriel Barbosa marcou seu terceiro gol de pênalti em apenas quatro confrontos diante do imortal, garantindo o resultado final ao jogo que marcou a mudança de estratégia de Renato que, futuramente, levaria a críticas de parte da torcida tricolor.

28/01/2021 – Grêmio 2 x 4 Flamengo – Brasileirão

Gols do Grêmio: Diego Souza (2)

Gols do Fla: Éverton Ribeiro, Arrascaeta, Gabriel e Isla

Grêmio: Vanderlei, Diogo Barbosa, Kannemann, Rodrigues, Victor Ferraz; Lucas Silva (Maicon), Matheus Henrique, Jean Pyerre (Pinares), Alisson (Luiz Fernando), Diego Souza (Isaque), Ferreira (Everton). Técnico: Renato Portaluppi

Flamengo: Hugo Souza, Filipe Luís, Gustavo Henrique, Willian Arão, Diego (João Gomes), Gerson, Arrascaeta (Pepê), Éverton Ribeiro (Vitinho), Gabriel (Pedro), Bruno Henrique. Técnico: Rogério Ceni

No nono jogo seguido comandado por Renato, o Grêmio enfrentava o Flamengo com o quinto treinador no mesmo período. Rogério Ceni assumia um Flamengo caótico defensivamente, e buscava corrigir falhas deixadas por Dome. Conseguiu algumas correções criando outras, como a dificuldade na compactação para atuar com Arão na zaga e Diego como volante. A falta de entrosamento e hábito, fundamentais na posição que vinha atuando o camisa 5 do Fla foram determinantes para que Diego Souza abrisse o placar infiltrando com extrema facilidade para receber passe de Alisson.

Na parte defensiva, o Grêmio também enfrentava problemas pela mudança de postura em relação ao comportamento com e sem bola. A recomposição defensiva necessitava de ajustes com a menor posse de bola da equipe, que seguia. Nesse aspecto, o Tricolor era semelhante ao adversário, dando muito espaço entre defesa e meio, com uma diferença: tinha menor posse, contra jogadores extremamente qualificados. Como consequência, seria o time que ocuparia por menos tempo a faixa de campo em que as duas equipes ofereciam maior conforto ao adversário. Dessa maneira, o Flamengo conseguiu construir seus gols em espaços deixados pelo Imortal.

25/08/2021 – Grêmio 0 x 4 Flamengo – Copa do Brasil

Gols do Fla: Bruno Viana, Michael, Rodinei e Vitinho

Grêmio: Gabriel Chapecó, Rafinha, Kannemann, Rodrigues, Vanderson; Thiago Santos (Diego Souza), Villasanti, Lucas Silva (Campaz); Alisson (Luiz Fernando), Douglas Costa (Ferreira) e Borja. Técnico: Luís Felipe Scolari.

Flamengo: Diego Alves, Filipe Luís, Bruno Viana, Gustavo Henrique, Isla; Arão, Diego (Matheusinho), Éverton Ribeiro (Thiago Maia), Arrascaeta (Vitinho), Bruno Henrique (Michael) e Gabriel (Rodinei). Técnico: Renato Portaluppi

Mudanças no Grêmio e duas trocas no comando técnico após longos anos sendo comandado pelo maior ídolo do clube. Renato deixou a equipe e, alguns meses depois, aceitou a proposta do Flamengo para voltar a trabalhar. Esse curto período foi suficiente para a passagem de Tiago Nunes, sem sucesso, e chegada de Felipão em Porto Alegre. A situação dramática no Brasileirão poderia ter certo alívio caso o Tricolor passasse de fase em cima de um rival histórico nos anos anteriores.

O contexto foi bastante favorável, e a equipe de Scolari teve um domínio que poucas tiveram sobre o Fla desde o ano de 2019 nos primeiros 45 minutos de jogo. Superior no volume ofensivo, o Grêmio pecou na conclusão da jogada, finalizando apenas uma bola em direção ao gol, das dezesseis tentativas. A expulsão de Isla, no final da etapa inicial, aliada à lesão de Bruno Henrique dava um ar de desmanche a um Flamengo que, até então, era avassalador.

Novamente, o fator psicológico, cada vez mais abalado pelo jejum no confronto direto, aliado ao baixo rendimento no campeonato de pontos corridos pesou no Tricolor ao sofrer o gol de Bruno Viana, em bola parada. O Grêmio tinha a posse buscava o controle das ações ofensivas, mas o alto nível de tensão ainda encontrou como adversário Renato que tinha, no Grêmio, começado a desenvolver uma equipe que pudesse jogar sem a posse. Foi o que fez o Flamengo, completamente letal nos contra-ataques, que determinaram mais uma goelada indigesta para o torcedor gremista.

15/09 – Flamengo 2 x 0 Grêmio – Copa do Brasil

Gols do Fla: Pedro (2)

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

Flamengo: Gabriel Batista, Renê (Ramon), Léo Pereira, Rodrigo Caio (Gustavo Henrique), Matheusinho; Andreas Pereira, Thiago Maia (João Gomes), Éverton Ribeiro, Vitinho (Lázaro), Michael e Gabriel (Pedro). Técnico: Renato Portaluppi.

Grêmio: Brenno, Diogo Barbosa, Kannemann, Paulo Miranda (Rodrigues), Rafinha; Sarará (Lucas Silva), Fernando Henrique, Villasanti; Léo Pereira, Jonatha Robert (Everton), Borja (Diego Souza). Técnico: Luís Felipe Scolari.

Na volta de mais um placar elástico, o Grêmio tinha a necessidade de mostrar um certo poder de reação. Controlar os ânimos externos e as críticas era necessário para buscar fazer um jogo competitivo diante do Flamengo. Com a necessidade de uma resposta mais imediata aos resultados ruins no Brasileirão, Felipão acabou optando por uma equipe mesclada, sendo essa talvez a partida mais morna de toda a sequência. O Flamengo também acabou sendo pouco incisivo e construiu sua vitória em dois gols no final da partida, com o Tricolor não tendo grandes deméritos em relação ao resultado final.

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Imagem destacada: Marcelo Cortes / Flamengo

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