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EXCLUSIVO: Vice-presidente do Grêmio defende adiamento de jogos e revela o maior prejuízo do clube

Vice Eduardo Magrisso conversou com o Portal do Gremista

Vice presidente do Grêmio Eduardo Magrisso
Imagem: Redes socias de Magrisso

Dirigente do Grêmio abre o jogo em entrevista exclusiva

O Rio Grande do Sul vive a maior tragédia climática da sua história e em meio ao sofrimento de milhares de pessoas, o Grêmio acabou tendo que se voltar para um assunto que parece ser secundário na vida dos torcedores: o futebol.

Sem a certeza de uma possível paralisação do calendário brasileiro por resistência da CBF e alguns clubes, o Tricolor Gaúcho está próximo de viajar para outros estados onde deve treinar e jogar, de forma emergente. Diante disso, o Portal do Gremista conversou com o vice-presidente Eduardo Magrisso sobre os posicionamentos e preocupações do clube.

O dirigente gremista elenco os motivos que o faz crer ser necessário um “adiamento” dos jogos de todos os times:

— O clube não fala em paralisação e sim em adiamento dos jogos. O adiamento é uma decisão que pode ser tomada diretamente pelo presidente da CBF sem passar pelo conselho de clubes. A questão de solidariedade por si só já deveria ser um fator para o adiamento. Mas também existe a questão técnica. O Grêmio não irá jogar com a sua torcida, que é um fator técnico preponderante, e ainda terá dificuldade de treinamento. Não consegue treinar no seu CT, com 70 profissionais que não conseguirão ser levados em sua totalidade para outro lugar, e não levando o staff completo haverá prejuízo técnico. Sempre que falha o equilíbrio técnico alguns times acabam tendo vantagem. Ninguém pode ter muita vantagem com a situação do Rio Grande do Sul — iniciou.

Ainda, o Imortal entende que seguir jogando traz uma enorme desvantagem para a equipe que já não está mais no mesmo nível das demais:

— Desportivamente seguir jogando é uma desvantagem. Nós não estamos no nível das outras equipes por fatores absolutamente alheios à nossa vontade. Seguir jogando é uma alternativa ruim e a paralisação põe todos no mesmo nível. O Grêmio está atrás no campeonato e daqui a pouco ficará mais atrás ainda, por ter jogos adiados, e precisará correr atrás da máquina com um time que não vem nem treinando — contou Magrisso.

Quando questionado sobre o Flamengo, Palmeiras e São Paulo, contrários ao adiamento do futebol, Magrisso revelou que espera que haja uma reconsideração por parte desses clubes.

— O Grêmio entende que o dirigentes tenham uma preocupação com as suas equipes, mas o que aconteceu no Rio Grande do Sul transcende qualquer interesse individual. O Brasil todo que foi atingido e só nós pagarmos essa conta não é justo, não é correto. Os clubes tomaram essa decisão (de ser contra a paralisação) porque eles defendem os seus interesses, mas quando forem confrontados, e já estão sendo confrontados, com o drama que o Rio Grande do Sul está vivendo eles certamente mudaram de posição. É o caso do Flamengo, Palmeiras e São Paulo que já foram mais refratários à ideia e o Grêmio entende que eles têm que mudar de posição.

Tricolor precisa definir sua nova sede

O Grêmio procura uma nova sede para voltar aos treinos e também para ser mandante nos jogos da Libertadores. Diante disso, algumas dificuldades são levadas em conta:

— O Grêmio tem os jogos emergenciais da Conmebol que não tem como adiar. Existem variáveis que levam a essa escolha: disponibilidade, logística, condição de treino, condição de jogo, disponibilidade de voos, proximidade com o nosso estado. Não queremos ficar dentro de avião por mais tempo que o necessário, então jogar e treinar perto é algo importante. Ressaltando que não é uma situação definitiva, é emergencial para esse cenário de Libertadores. É inevitável que o Grêmio tenha que sair do Rio Gtande do Sul, porque no Rio Grande do Sul não tem condições de abrigar eventos do porte de jogos da Libertadores. A gente não pode desviar a atenção das autoridades, principalmente as de segurança que estão focadas nas consequências das enchentes. É até um desrespeito com as pessoas que estão flageladas voltar a ter eventos de futebol. Ninguém se sente bem comemorando um gol, sabendo que seu irmão, seu vizinho, seu parente está em uma situação de absoluto desespero — explicou o vice-presidente.

Mesmo trabalhando para encontrar um lugar ideal onde possa treinar e jogar, sem ter tanto prejuízo técnico, a direção gremista ainda tenta antecipar a reunião dos clubes marcada para o dia 27 de maio pela CBF:

—  O Grêmio tenta antecipar a reunião e tenta convencer o presidente da CBF de que ele mesmo pode tomar a medida. Se tu for olhar os clubes que estão reticente são os clubes de São Paulo e o chefe da delegação que vai para a Copa América é o presidente da Federação Paulista e o chefe que foi na última excursão da Seleção para a Europa foi a presidente do Palmeiras — falou o dirigente.

Em um primeiro momento, o Tricolor deve treinar em São Paulo para se preparar para os inadiáveis jogos da Libertadores. O estádio onde atuará como mandante ainda passa por definição, mas o local mais provável é o Couto Pereira, estádio do Coritiba no Paraná. Até o final desta quinta-feira (15), o Grêmio deve se pronunciar.

— O Grêmio não bateu o martelo ainda, tem muita variável para ser considerada, tem a questão de voos e hotéis. Tem coisas bem difíceis acontecendo para definir o local e tem coisas dando na trave. O Grêmio não vai ficar lá a vida toda (São Paulo), é só nessa semana de treinamento e mais a Libertadores. É importante deixar registrado, é uma situação bastante emergencial e o Grêmio deve lagar uma nota até o final do dia — disse Magrisso.

Vice do Grêmio fala sobre GremioMania e revela o maior prejuízo do clube

Imagens divulgadas sobre o estado da GrêmioMania na esplanada da Arena chocaram o torcedor gremista. Ao questionarmos o vice Eduardo Magrisso sobre o prejuízo, ele revelou que ainda não se tem a dimensão, mas que outro fator deve ser levado em conta:

— O Grêmio ainda não tem dimensão dos prejuízos que está sofrendo. O Grêmio está sofrendo bastante e quando entrar na Arena vai analisar a questão, mas além do estoque e além dos equipamentos, nós perderemos um faturamento importante enquanto a Arena estiver fechada — finalizou.

Imagem destaque: José Doval / CP Memória

Fabíola Thiele

Repórter, comentarista, redatora e gremista.

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