Weverton surpreende ao fazer autocrítica sobre “cera” no futebol: “Faz coisas feias”
Goleiro do Grêmio reconhece responsabilidade dos jogadores pela perda de tempo, mas demonstra preocupação com atendimentos provocados por pancadas reais

Weverton faz autocrítica sobre “cera” e aprova novas regras: “A gente faz coisas feias para ganhar”
O goleiro Weverton, do Grêmio, aprovou as novas medidas contra a perda de tempo no futebol, mas levantou uma preocupação sobre situações em que o jogador realmente precisa de atendimento médico. Ao comentar as mudanças, o camisa 1 também fez uma autocrítica e reconheceu que os próprios atletas contribuíram para a necessidade de alterações nas regras.
Para Weverton, o futebol precisava encontrar uma maneira de combater a chamada “cera”. O goleiro admitiu que, dentro de campo, a vontade de vencer muitas vezes leva os jogadores a utilizarem estratégias que prejudicam o andamento da partida.
— Eu acho que ajuda. É engraçado porque, quando a gente está em campo, a gente quer ganhar e faz coisas feias até para ganhar um jogo. Cai no chão, ganha tempo. E quando eu estou em casa, começo a olhar e falo: “Eu sei o que o torcedor sente” — afirmou.
O que Weverton pensa sobre as novas regras contra a cera?
O goleiro considera necessária uma mudança para aumentar o tempo de bola rolando e diminuir as paralisações.
— Eu acho que tem que fazer alguma coisa, não dá mais para ser como era — avaliou.
Weverton reconheceu, inclusive, a responsabilidade dos próprios jogadores pelo endurecimento das medidas.
— Talvez isso veio por culpa nossa, pela maneira que a gente quer vencer uma partida.
Para o goleiro gremista, a percepção muda quando o atleta deixa o campo e passa a acompanhar uma partida como espectador.
— Às vezes você se transforma em campo. Eu vejo que é um movimento importante para melhorar — completou.
Qual é a preocupação do goleiro do Grêmio?
Apesar de apoiar a iniciativa, Weverton apresentou uma ressalva: como diferenciar uma tentativa deliberada de ganhar tempo de uma situação em que o goleiro realmente sente dor ou sofre uma pancada?
— Essa questão de saber se aquilo é verdadeiro ou não… Toda vez que um goleiro cair, tomou pancada, vai sair alguém do campo? Eu acho que vai ficar meio estranho na hora de julgar — disse.
A dúvida também envolve a condição física do próprio goleiro.
— Isso me causou assim: “Vou ter que jogar com dor? Vou ter agora que suportar a dor?”. Até que ponto vai me atrapalhar depois, na sequência, no lance?
E se o goleiro realmente precisar de atendimento?
A principal preocupação apresentada por Weverton envolve justamente os casos de atendimento médico provocado por uma pancada real durante a partida.
Embora essa situação não apareça especificada nas novas regras, segundo as informações apresentadas aos atletas, a CBF explicou que não exigirá a saída de um jogador de linha quando o atendimento ao goleiro decorrer efetivamente de um choque ou pancada.
Dessa forma, a medida busca atingir principalmente as interrupções utilizadas deliberadamente para quebrar o ritmo do adversário, sem prejudicar equipes quando existir uma necessidade legítima de atendimento.
A posição de Weverton, portanto, combina aprovação e autocrítica. O goleiro reconhece que os próprios jogadores ajudaram a criar o problema, mas cobra cuidado na aplicação para que o combate à cera não obrigue atletas lesionados a permanecerem em campo com dor.
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